
Deslocaram-se do retângulo continental à ilha da Madeira para despedida de noivo e apoio ao nosso clube.
Um grupo de jovens do continente escolheu a ilha da Madeira para viver uma despedida de solteiro diferente e inesquecível. Longe dos roteiros óbvios, decidiram mergulhar na cultura local, no calor das pessoas e, acima de tudo, no ambiente apaixonado do nosso CD 1.º de Maio, no jogo frente ao SC Santacruzense, a contar para a 11.ª jornada da Divisão de Honra Regional – Seniores.
A ideia do mentor André
Tudo começou com André, o grande mentor da iniciativa. Colega e amigo do noivo Diogo, foi ele quem lançou o desafio ao grupo de amigos que se conheceu no Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa.
Entre ex-colegas de curso e companheiros de longa data, juntaram-se rapazes espalhados por todo o país, do Minho ao Alentejo, do litoral ao interior, carregando cachecóis, boa disposição e muita vontade de celebrar a amizade.
Em vez da típica noite de copos e discoteca, André propôs algo diferente: viajar até à Madeira, viver a despedida de solteiro num ambiente genuíno e apoiar um clube histórico, de bairro, com alma – o nosso CD 1.º de Maio. A ideia agradou a todos e rapidamente ganharam asas e bilhetes de avião.
Manhã de clube, tradição e sabores madeirenses
Logo pela manhã, o presidente Duarte Luciano recebeu o grupo de braços abertos no Campo 1.º de Maio. Com orgulho visível, fez questão de mostrar todas as instalações desportivas, desde o relvado à zona de balneários, passando pelos espaços onde diariamente se trabalha para formar atletas e pessoas.
Seguiu-se a visita à sede e à loja oficial, onde os visitantes continentais ficaram a conhecer melhor a história do clube, os símbolos, as camisolas e os momentos marcantes que fazem do 1.º de Maio uma referência no futebol regional. Entre fotografias, gargalhadas e algumas compras de recordação, a ligação entre o grupo e o clube começava a ganhar raízes.
Como não podia faltar, a manhã terminou à mesa, com um almoço bem madeirense: espetada tradicional, frango assado, semilhas com casca, salada fresca e, claro, a inevitável Coral a acompanhar. Entre brindes ao noivo Diogo, histórias de faculdade e promessas de regresso à ilha, o ambiente aqueceu e criou-se uma verdadeira família azul e branca por um dia.
Romaria até ao relvado e apoio sem parar
Meia hora antes do apito inicial, em verdadeira romaria, o grupo subiu a estrada que levam ao “palco” do jogo. Cachecóis ao alto, camisolas vestidas, cânticos improvisados e muita energia: desde o aquecimento até ao último segundo, não houve um instante de silêncio na bancada onde os amigos de Diogo se concentraram.
Ao lado dos adeptos habituais do 1.º de Maio, os “continentais” misturaram-se naturalmente na moldura humana, aprenderam letras, criaram novos cânticos e empurraram a equipa com aplausos e gritos constantes. Apesar do resultado final ter ficado num nulo, ambas as equipas exibiram entrega máxima e o ambiente nas bancadas fez esquecer a ausência de golos.
No fim, o sentimento era unânime: o jogo pode não ter tido bolas na baliza, mas teve tudo o resto – emoção, luta em campo e uma festa autêntica nas bancadas.

Intervalo inesquecível para o noivo Diogo
O ponto alto da tarde chegou ao intervalo. O noivo Diogo foi surpreendido ao ser convidado a entrar em campo para realizar o sorteio da camisola oficial do centenário do CD 1.º de Maio. Nervoso, mas sorridente, lá se dirigiu ao círculo central, sob aplausos de todos os presentes.
Mal terminou o sorteio, nova surpresa. O presidente do clube voltou a entrar em campo, pegou no microfone e convidou todos os amigos do noivo a juntarem-se a ele no relvado. Em clima de festa, ofereceu a Diogo uma camisola oficial do centenário, autografada, como lembrança daquele dia especial e como agradecimento pela escolha do 1.º de Maio como parte integrante da despedida de solteiro.
Entre fotos, abraços e alguns olhos marejados, Diogo recebeu a camisola como verdadeiro “homem da viagem”, guardando um momento que dificilmente irá esquecer.
Um projeto que vai além desta viagem
A deslocação à Madeira não foi um gesto isolado. André explicou que a ideia nasceu ao ver relatos de outros grupos de entusiastas que percorrem o país para apoiar clubes com forte dinâmica local e identidade muito própria. O objetivo passa por, em cada despedida, visitar um clube diferente, conhecer a sua história, viver a cultura da região e fazer parte, por um dia, da família que sustenta essas cores.
No caso do CD 1.º de Maio, a escolha foi natural: tradição, carisma, ligação à comunidade e um estádio onde se sente o futebol de proximidade, aquele em que os adeptos chamam os jogadores pelo nome e o clube é muito mais do que um emblema na camisola.
Um exemplo de como o futebol aproxima pessoas
Esta despedida de solteiro mostra como o futebol continua a ser uma linguagem universal. Um grupo de amigos do continente, muitos deles sem ligação prévia ao clube, encontrou na Madeira um palco perfeito para celebrar a amizade, apoiar uma equipa e criar memórias únicas.
O CD 1.º de Maio ganhou, por um dia, novos adeptos espalhados pelo país. Diogo leva para o casamento histórias que ninguém na festa irá conseguir igualar: não é todos os dias que um noivo entra em campo, faz um sorteio oficial e recebe uma camisola centenária autografada, perante um estádio inteiro.
Fica o desejo de que este seja apenas o primeiro capítulo de uma relação duradoura entre o grupo e o nosso clube. As portas do Campo 1.º de Maio permanecem abertas para todos os que, como André e os seus amigos, procuram viver o futebol de forma autêntica, perto das pessoas que fazem tudo isto valer a pena.
No fim, entre sorrisos, cânticos e fotografias, uma certeza ficou no ar: na Madeira, e em particular no CD 1.º de Maio, nenhuma despedida de solteiro é igual às outras. Aqui, o futebol mistura-se com amizade, tradição e paixão azul e branca.

Presença Especial do Presidente da AF Madeira
Rui Coelho, Presidente da Associação de Futebol da Madeira, juntou-se a esta festa do 1º de Maio e trocou amizades entre os presentes. A sua presença elevou o convívio, reforçou laços institucionais e celebrou o espírito de união que define o futebol regional madeirense.
Convívio Pós-Jogo Sela Laços Eternos
Após o jogo, todos os entusiastas do grupo, órgãos sociais e atletas juntaram-se para um convívio próximo aos autores do espetáculo de campo. Cantares ecoaram, trocas de amizades floresceram e umas cervejas Corais selaram a amizade.
Projeto que Une Cidades e Paixões
André revelou que a iniciativa segue exemplos de outros entusiastas: visitar clubes dinâmicos e tradicionais, conhecer culturas locais e viver intensamente dentro de equipas com o carisma do CD 1º de Maio. Esta deslocação reforça laços entre o continente e a Madeira, provando que o futebol aproxima corações.
Impacto no Nosso Clube e Apelo aos Adeptos
O CD 1º de Maio ganhou adeptos permanentes espalhados pelo país. Diogo leva para o casamento memórias únicas: sorteio em campo, camisola autografada e apoio num clássico regional.
Adeptos azul e brancos, inspirai-vos nesta história! Encham o Palheiro Ferreiro em cada jogo e partilhem com #DespedidaAzulBranca. Portas abertas a todos que vivem o futebol com alma, como André, Diogo e amigos.
| Momento | Destaque |
|---|---|
| Manhã | Visita instalações + almoço tradicional |
| Pré-jogo | Romaria às bancadas com cânticos |
| Intervalo | Sorteio e oferta camisola centenário a Diogo |
| Pós-jogo | Convívio com atletas, cerveja Coral e amizades |
Glória ao CD 1º de Maio e aos amigos que nos visitaram! Juntos, escrevemos páginas eternas no futebol madeirense.
Fotos e Texto: Bruno Azevedo / CD 1º de Maio

























