Cf Andorinha 6 – 0 Cd 1.º Maio

Os Juniores Sub-19 do CD 1.º de Maio fecharam a 5.ª jornada da Série B da Taça da Madeira com uma derrota frente ao CF Andorinha, mas com a atitude certa até ao último minuto. O resultado não apaga a entrega, a coragem e o compromisso de cada jogador, que representou o clube com dignidade num jogo exigente e perante um adversário muito eficaz.
Jogo difícil, mas com aprendizagem
A equipa entrou em campo com vontade de competir e de assumir o jogo, mas encontrou um Andorinha muito forte nas transições e na finalização. O CD 1.º de Maio lutou por cada bola, tentou manter organização e procurou responder com personalidade, mesmo quando o marcador começou a ficar pesado. Em jogos deste nível, o mais importante não é apenas o resultado imediato, mas a forma como os atletas reagem ao desafio e absorvem a experiência para crescer.
A verdade é que este grupo continua a construir a sua identidade competitiva. Há momentos em que o jogo pede mais maturidade, mais concentração e maior capacidade para gerir a frustração. E é precisamente aí que esta equipa pode dar o próximo salto.

A equipa e a estrutura

O conjunto foi orientado por José Luís Marques Teixeira, com Carlos Filipe Faria Fernandes como 1.º delegado.
O onze inicial contou com: Luís Guerrero (GR), Rodrigo Silva, Tiago Abreu, Guilherme Silva, Diogo Ribeiro, João Mendonça, Luís Freitas, Matvei Volochenko, Rui Gama, Lucas Ferreira e Michael Luís.
Entraram ainda: Pedro Abreu, Guilherme Gonçalves, David Reinolds, Francisco Vieira, Rodrigo Freitas, Ricardo Abreu e Hélder Francisco.
A estrutura do plantel mostra um grupo com soluções, juventude e margem de evolução.
Quando o trabalho semanal é bem feito, os resultados acabam por surgir com mais frequência.
O lado emocional do crescimento da equipa

Uma derrota pesada pode ferir o orgulho, mas também pode servir como um espelho muito útil. Em termos emocionais, o jovem atleta aprende a lidar com a perda, com a frustração e com a necessidade de continuar a acreditar em si e na equipa.
É nestes momentos que se desenvolve a resistência interior: aceitar o que aconteceu, perceber o que pode ser melhorado e transformar a dor em disciplina.
O futebol também ensina isto. Não basta reagir ao golo sofrido ou ao erro; é preciso voltar ao centro, respirar, observar e retomar o foco no que depende de cada um.
Quando o atleta aprende a controlar a atenção, cresce como jogador e como pessoa. A derrota, quando bem trabalhada, pode ser o início de uma resposta mais forte.
O que vem a seguir CS Marítimo da Madeira “B”
O próximo desafio está marcado para 18 de abril, às 18h30, frente ao CS Marítimo da Madeira “B”, no Complexo Desportivo do CS Marítimo – Campo 2. Será a última jornada da fase, uma boa oportunidade para a equipa mostrar evolução, fechar a competição com outra energia e deixar uma imagem de luta até ao fim.

Uma palavra para o clube
O CD 1.º de Maio orgulha-se destes jovens, da forma como vestem a camisola e de como continuam a trabalhar com seriedade. O caminho faz-se jogo a jogo, treino a treino, com humildade, disciplina e compromisso. A resposta certa nasce sempre do trabalho bem feito.
Fotos: Arquivo. Texto: Bruno Azevedo / CD 1º de Maio








