CD 1.º de Maio “A” deixa-se empatar diante do União da Bola FC num duelo intenso no Campo Adelino Rodrigues

União da Bola 2-2 CD 1º de Maio “A”

Equipa Inicial do CD 1º de Maio "A"
Equipa Inicial do CD 1º de Maio “A”

Um empate amargo (2-2), mas com alma, coragem e uma exibição de equipa que acredita até ao fim – CD 1º de Maio “A”

🕒 16.ª Jornada – Campeonato Divisão de Honra Regional – Seniores – Futebol 11
📅 22 de março de 2026 – 17h30
🏟️ Campo Adelino Rodrigues, Funchal
União da Bola FC 2 – 2 CD 1º de Maio “A”


Golos do encontro

CD 1º de Maio “A”:
45’ – João Tiago Santos
85’ – Afonso Silva

União da Bola FC:
12’ – Nélio Macieira
90’+5 – Jack Silva


Onze inicial do CD 1º de Maio “A”

1️⃣ Tiago Martins (GR)
5️⃣ Gonçalo Jesus
6️⃣ André Teixeira
7️⃣ João Santos
8️⃣ Lino Henriques
1️⃣1️⃣ Hugo Gouveia
1️⃣3️⃣ Antónïo Azevedo
1️⃣4️⃣ José Silva
1️⃣6️⃣ Rúben Góis
5️⃣4️⃣ João Prietos
7️⃣7️⃣ Afonso Silva

Suplentes: Francisco Silva (4), José Vasconcelos (9), Paulo Sousa (12 – GR), Guilherme Mendes (19), Francisco Silva (20), Henrique Betencourt (21), José Sousa (23), Tiago Andrade (36)
Treinador Principal: João Diogo Gomes Freitas
1.º Delegado: Marco Paulo Nunes Cipriano
2.º Delegado: Carlos Filipe Faria Fernandes
Treinador Estagiário: Pedro Filipe Castro Correia
Técnico de SBV-DAE: Manuel Bruno Pina Caldeira


Primeira parte: alma, insistência e resposta à altura

O CD 1º de Maio “A” entrou determinado, consciente da importância desta jornada e da necessidade de pontuar fora de casa. Apesar do bom início, o União da Bola FC surpreendeu aos 12 minutos com um chapéu subtil de Nélio Macieira, que bateu Tiago Martins. Um golo que podia abalar qualquer equipa — mas não esta versão do 1.º de Maio.

A equipa reagiu com intensidade mental e maturidade emocional. A pressão alta, a circulação rápida da bola e a confiança no processo mantiveram o jogo vivo. Aos 33 minutos, surgiu a primeira grande oportunidade de empate: penálti a favor do 1.º de Maio. João Prietos assumiu a responsabilidade, mas o guarda-redes adversário, Sérgio Ferreira, defendeu com uma intervenção notável.

Longe de desanimar, a equipa azul manteve o foco. O mérito veio ao cair do pano da primeira parte. Aos 45 minutos, João Tiago Santos concretizou uma jogada de raça e precisão pela direita, culminando com um remate colocado ao fundo das redes. Um golo que fez justiça ao domínio demonstrado e devolveu a energia ao grupo antes do intervalo.


Segunda parte: inteligência tática e uma lição de resiliência

Após o descanso, o 1.º de Maio manteve o mesmo registo — compacto, ambicioso e emocionalmente equilibrado. A equipa impôs o ritmo, leu bem os espaços e soube adaptar-se ao jogo físico do adversário.

Essa consistência deu frutos: aos 85 minutos, Afonso Silva apareceu em zona letal após assistência de Ricardinho “Caninha(que entrou pelo Antónïo Azevedo por lesão), para Tiago Santos que entrou isolado pela esquerda da área, rematando com defesa espetacular do guarda redes e onde a bola ressaltou para meio da grande área onde o Afonso Silva com técnica refinada e boa visão de jogo, colocou-nos na frente, 2-1 para o CD 1º de Maio “A”.

O golo refletia a superioridade emocional e tática da nossa equipa, que soube gerir o momento e manter o foco. No entanto, como o futebol ensina, os jogos só terminam ao apito final. Com cinco minutos de compensação indicados pela equipa de arbitragem liderada por João Reis (assistido por Leonardo Fernandes e Guilherme Jardim), o 1.º de Maio procurou fechar os espaços e conservar a vantagem. O João Diogo reforça a defesa com a entrada de Henrique Bettencourt para o centro da defesa.

No entanto, aos 90’+5, uma falha de concentração na entrada da área abriu espaço para Jack Silva, que rematou certeiro e empatou o jogo. Um balde de água fria que caiu sobre uma exibição meritória, onde o esforço e a entrega foram evidentes.

João Diogo dando instruções aos nosso atleyas
João Diogo dando instruções aos nossos atletas

Entrevista do nosso treinador João Diogo à SPORTSM3DIA

“Foi um resultado ingrato e injusto!”

“Fizemos um grande jogo, sempre superiores ao adversário. Aos 18 minutos, contra a corrente, o União chegou ao 1-0. Mantivemos a firmeza e empatámos antes do intervalo, apesar de falhar um penálti.

Na segunda parte continuámos dominantes, sem permitir perigo, e chegámos ao 2-1 com mérito. Nos descontos, o adversário pressionou e, num erro nosso no último lance, empatou.

Foi um resultado ingrato e injusto, mas fica a boa exibição. Somos um grupo forte e vamos inverter esta fase, porque quem joga como nós temos jogado acabará por colher bons resultados.“


O lado emocional: transformar a frustração em energia

Antónïo Azevedo e Nélio Macieira ex-colegas de equipa que se conhecem bem.
Antónïo Azevedo e Nélio Macieira ex-colegas de equipa que se conhecem bem.

Permitam-me aqui referir a experiência de um ex-atleta profissional de futebol após empates com a mesma dimensão: “Sou ex-jogador profissional e estudioso da psicologia desportiva e da neurociência aplicada ao futebol, reconheço que este é o tipo de empate que dói. Dói porque a equipa fez tudo bem até quase ao fim. Mas é, também, neste tipo de momentos que se formam os campeões verdadeiros.”

O cérebro do atleta é uma central emocional. Quando o resultado escapa no último minuto, a descarga química é brutal: adrenalina, cortisol e frustração misturam-se. O segredo, nesta fase, é reprogramar o foco, transformar a dor em disciplina e o desalento em propósito.

O CD 1.º de Maio “A” precisa, agora, de levantar a cabeça coletivamente. O trabalho da equipa técnica de João Diogo Gomes Freitas tem sido sólido — nota-se um grupo coeso, taticamente consciente e emocionalmente vinculado. Este resultado não deve abalar a estrutura, mas antes reforçar a crença de que o caminho está correto.


A lição por detrás do empate do CD 1º de Maio “A”

  1. Concentração até ao último instante. No futebol moderno, cada segundo conta. A equipa precisa interiorizar o conceito de atenção plena, que nasce da mente tranquila e da respiração consciente.

  2. Gestão emocional pós-jogo. A frustração coletiva deve ser canalizada para o treino. Falar, ouvir e respeitar o que cada atleta sente é essencial para libertar tensões e recuperar foco.

  3. Confiança nos processos. Há trabalho visível, há evolução tática e mental. Pequenos ajustes na comunicação defensiva e na gestão dos tempos de jogo farão a diferença nas próximas jornadas.


Mensagem à massa associativa e ao balneário – CD 1º de Maio “A”

Caros adeptos e atletas, empatar no último minuto custa, mas perder a fé seria injusto. Esta equipa honra o emblema do 1.º de Maio com garra, técnica e união. O apoio constante das bancadas e nos treinos será o motor necessário para transformar esta dor em combustível.
A consistência de princípios, o espírito de equipa e a humildade no sucesso são pilares que distinguem os grandes. E o CD 1.º de Maio tem tudo isso.


Próximo desafio: CD 1º de Maio “A” vs ACD São Vicente “A”

📅 Domingo, 29 de março de 2026 – 16h00
🏟️ Campo do 1.º de Maio

Um encontro importante em casa, contra um adversário competitivo, onde o objetivo será claro: voltar às vitórias. A atitude, a concentração e a energia positiva farão toda a diferença.

Fotos e Texto: Bruno Azevedo / CD 1º de Maio – CD 1º de Maio “A”

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