Infantis Sub-13 A do CD 1.º de Maio conquistam a Taça da Madeira – Ouro

SUB-13 A conquistam Taça da Madeira Ouro

SUB-13 A conquistam Taça da Madeira Ouro

SUB-13 A conquistam Taça da Madeira Ouro
SUB-13 A conquistam Taça da Madeira Ouro

Os Infantis Sub-13 A do CD 1.º de Maio escreveram ontem uma página inesquecível na história recente do clube, ao conquistarem a Taça da Madeira – Ouro em Futebol 8. Num Adelino Rodrigues cheio de cor e emoção, a nossa equipa venceu a ADRC “Os Xavelhas” na grande final, disputada a 17 de junho de 2026, às 19h30, e confirmou em campo tudo aquilo que vem mostrando ao longo da época: qualidade de jogo, identidade colectiva, capacidade de sofrimento e uma maturidade competitiva notável para esta idade.

O encontro não começou da melhor maneira, com o CD 1.º de Maio a sofrer golo logo nos instantes iniciais, mas a reação foi exemplar. A equipa reorganizou-se, subiu as linhas, aumentou a intensidade na pressão e soube circular a bola com paciência, alternando momentos de ataque rápido com fases de construção mais apoiada.

Essa inteligência tática permitiu-nos equilibrar o jogo, chegar ao empate antes do intervalo e entrar na segunda parte com a clara sensação de que o rumo da final tinha mudado.

Uma final dominada com personalidade e qualidade de jogo

Festejo de mais um golo do Cd 1º de Maio SUB-13 A
Festejo de mais um golo do CD 1º de Maio SUB-13 A

Na etapa complementar, o CD 1.º de Maio mostrou porque merece erguer este troféu. A equipa apareceu mais confiante entre linhas, com os médios a assumirem a organização ofensiva, a ligar jogo entre defesa e ataque e a encontrar com frequência os corredores laterais, onde os nossos extremos criaram sucessivas situações de superioridade numérica. A pressão alta bem coordenada, o rigor no momento da perda de bola e a capacidade de transitar rapidamente para o ataque foram armas decisivas.

Com a linha defensiva sempre subida e bem coordenada, o adversário teve dificuldades em sair a jogar e passou longos períodos encostado ao seu meio-campo. Com o passar dos minutos, o golo deixou de ser uma questão de “se” para ser apenas uma questão de “quando”.

E ele surgiu, primeiro para consumar a reviravolta, depois para dilatar a vantagem, até que o resultado final espelhou de forma clara aquilo que se viu no relvado: uma equipa dominadora, concentrada, eficaz na finalização e com uma identidade de jogo muito bem definida. No apito final, não restavam dúvidas sobre quem merecia ser campeão.

Fair-play em campo e fora dele: a marca do CD 1.º de Maio

Se dentro das quatro linhas o CD 1.º de Maio se impôs pela qualidade do seu futebol, fora delas voltou a distinguir-se por aquilo que o clube faz questão de cultivar em todas as equipas: o respeito. Ao longo de toda a final, o comportamento dos nossos atletas foi exemplar na relação com o adversário, com a equipa de arbitragem e com o próprio jogo. Houve competitividade, houve vontade de ganhar cada lance, mas nunca se perdeu a noção de que o futebol de formação é, antes de tudo, um espaço de aprendizagem e crescimento.

Ambas as equipas lutaram até ao fim, acreditando sempre que poderiam chegar à vitória. A diferença esteve na nossa maior eficácia nas zonas de finalização e na capacidade de gerir os momentos do jogo, mas o respeito pelo esforço de “Os Xavelhas” foi sempre evidente. No final, houve abraços, palavras de incentivo e partilha de emoções, como deve acontecer quando jovens atletas se encontram em partidas desta importância. Este é um dos grandes objetivos do CD 1.º de Maio: formar jogadores, sim, mas formar sobretudo pessoas que saibam competir com honra, respeitar quem está do outro lado e valorizar o papel de todos os intervenientes, desde o árbitro até ao último colega de banco.

A força da claque e o papel decisivo das famílias

Família 1º de Maio importante no desenvolvimento do atleta
Família 1º de Maio importante no desenvolvimento do atleta

As bancadas do Campo Adelino Rodrigues foram um capítulo à parte nesta final. A nossa claque apresentou-se muito bem organizada, com cânticos, bandeiras, bombos e cornetas, criando um ambiente de festa que empurrou a equipa do primeiro ao último minuto. Houve momentos em que o jogo parecia tremido, em que o golo sofrido cedo poderia abalar a confiança dos mais novos, mas das bancadas vinha sempre o mesmo recado: apoio incondicional, palavras de incentivo e aquela frase que já é marca registada da família azul e branca – “Não deixa, não deixa!”.

Esse ambiente não é apenas barulho. Para um jovem de 12 ou 13 anos, saber que os pais, familiares e amigos estão ali, juntos, a acreditar nele, dá segurança, autoestima e coragem para arriscar, errar, corrigir e voltar a tentar. Nestas idades, o desporto é também um laboratório emocional: aprende-se a lidar com a pressão, com a frustração, com a alegria, com a responsabilidade de representar um grupo.

Quando os adultos à volta dão o exemplo – apoiam sem insultar, incentivam sem pressionar em excesso, elogiam o esforço e não apenas o resultado – estão a ajudar a construir futuros atletas mais equilibrados e, sobretudo, futuros homens mais conscientes, mais empáticos e mais preparados para enfrentar dificuldades noutras áreas da vida.

Pais como exemplo, atletas como futuro do clube

Por isso, o CD 1.º de Maio deixa uma palavra de profunda gratidão aos pais e famílias dos nossos Infantis Sub-13 A. Obrigado por cada deslocação, por cada tarde passada ao sol ou à chuva, por cada preocupação com trabalhos de escola ajustados aos treinos, por cada conversa em casa em que se ajuda o filho a perceber que o erro faz parte do crescimento. Obrigado pela forma como se organizam, como se unem e como se apresentam como um bloco único a apoiar a equipa.

O vosso comportamento nas bancadas é uma aula silenciosa para os vossos filhos: eles observam como reagem à derrota, como celebram a vitória, como falam do árbitro, como respeitam o adversário. Tudo isso entra, fica e molda a forma como eles próprios vão agir no futuro – como atletas, como filhos, como futuros pais e cidadãos. Muitos parabéns a todos. Esta Taça da Madeira – Ouro também é vossa.

Parabéns aos atletas e à equipa técnica

André Freitas treinador dos SUB-13 A
André Freitas Treinador dos SUB-13 A

Nada disto seria possível sem o compromisso diário dos nossos atletas. Parabéns a cada jogador pela dedicação aos treinos, pela capacidade de ouvir, de corrigir, de aceitar desafios e de se manter focado nas indicações da equipa técnica. Nesta final, viu-se uma equipa concentrada, atenta às correções feitas a partir do banco, capaz de ajustar posicionamentos, de fechar espaços, de explorar os pontos fracos do adversário e de manter a calma mesmo quando o resultado não era favorável. Isso não aparece por acaso; é fruto de muitas horas de trabalho silencioso, de repetições, de exercícios táticos, de diálogo e de confiança.

Rodrigo Ferreira Treinador adjunto dos SIB-13 A
Rodrigo Ferreira Treinador adjunto dos SIB-13 A

Um destaque muito especial para os treinadores André Freitas e Rodrigo Ferreira, que ao longo de toda a época construíram este grupo com rigor, proximidade e conhecimento. Souberam transmitir princípios de jogo claros, ensinaram os miúdos a pensar o futebol, a interpretar momentos diferentes da partida e, ao mesmo tempo, cuidaram das emoções de cada um.

Ajudaram-nos a perceber que a pressão existe, mas que se pode transformar em energia positiva quando a cabeça está focada no coletivo e no plano de jogo. Graças a esse trabalho, estes Infantis Sub-13 A mostraram que conseguem competir em vários estados emocionais – sob vantagem, em desvantagem, em equilíbrio – sem perder o rumo. Hoje são campeões da Taça da Madeira – Ouro, mas, acima de tudo, confirmam que representam um futuro muito promissor para o CD 1.º de Maio.

Viva os nossos campeões. Viva os seus pais. Viva a nossa formação. Viva o CD 1.º de Maio.

Fotos e Texto: Bruno Azevedo

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