Maquete antiga campo 1.º de Maio

O 1.º de Maio guarda na sua memória uma maquete antiga do projecto para o futuro campo de futebol, um documento que hoje ganha novo valor histórico sempre que o clube volta a sonhar com novas instalações. Este “Postal” era uma rifa sem data patente. Enquanto os projectos actuais não avançam, vale a pena recordar que esta vontade de crescer já existiu noutras gerações, com a mesma ambição de dar ao clube uma casa à medida da sua identidade.
Um sonho desenhado no papel
A maquete apresenta o futuro campo de jogos do C.D. 1.º de Maio na Quinta do Sol, no sítio do Palheiro Ferreiro, no Funchal, na Madeira. Mesmo sem data confirmada, percebe-se que este projecto nasceu de uma fase em que o clube procurava afirmar-se com mais estrutura, mais conforto e melhores condições para atletas, dirigentes e adeptos.
O desenho mostra um recinto pensado com detalhe, não apenas para a prática do futebol, mas para uma experiência desportiva completa. O campo surge integrado num plano mais amplo, com bancada, zonas de apoio e espaços de circulação, revelando uma visão moderna para a época. Era um projecto que pretendia unir funcionalidade, organização e presença institucional.
Detalhes da maqueta

Entre as características indicadas, destaca-se o retângulo de jogo com 94 por 58 metros, acompanhado por três pistas de atletismo com 1,20 por 300 metros de desenvolvimento. O plano incluía ainda quatro balneários com cinco duches cada, sanitários para senhoras e cavalheiros, posto médico, bar e cabine de som.
A maqueta previa também uma bancada para 4.500 pessoas, uma pé para 2.000 pessoas e um parque de estacionamento com 1.000 metros quadrados. Estes números mostram bem a dimensão do projeto e a confiança de quem o idealizou. Não se tratava de uma simples melhoria; tratava-se de imaginar um verdadeiro centro desportivo para servir o clube e a comunidade.
Um projeto com identidade
O facto de a direção do clube assumir a responsabilidade do projecto reforça o seu valor histórico. Em cada linha da maquete está inscrita uma ideia de futuro, mas também uma marca de coragem. Projetar um campo desta escala exigia visão, compromisso e uma forte ligação entre a liderança e os valores do clube.
Hoje, quando se fala em novas instalações e em novos projetos, esta imagem antiga ganha ainda mais força. Ela recorda que o 1.º de Maio nunca deixou de pensar em crescer, de procurar melhores condições e de lutar por uma casa condizente com a sua história. A memória deste plano mostra que o desejo de evolução não é recente; faz parte da identidade do clube.
Memória e futuro
Enquanto o novo projecto não avança, esta maquete antiga deve ser lembrada como testemunho de uma ambição que atravessa o tempo. Os clubes também se constroem com memórias, com documentos, com esboços e com sonhos que, mesmo quando não se concretizam, continuam a inspirar gerações.
A história do 1.º de Maio também se escreve assim: entre o que foi pensado e o que ainda pode vir a ser. Esta maqueta é, por isso, mais do que uma curiosidade antiga. É uma prova de que o clube sempre acreditou no seu futuro e de que cada novo passo começa, primeiro, pela coragem de imaginar.
Fotos: Arquivo. Texto: Bruno Azevedo / Cd 1º de Maio








